terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A. P. S. - Que Associação é esta ????

Terminou à quinze dias o Campeonato Regional de Sub-17 (Juvenis), organizado pela APS - Associação de Patinagem de Setúbal.
Esta prova deu acesso a que as três primeiras equipas classificadas - HCP Grândola, HC Estremoz e HC V.G. Sines - participassem no Campeonato Nacional da sua categoria.
Ora, até aqui tudo normal, mas o problema começa a surgir quando as equipas - C. Naval Setubalense; Seixal FC e GD Fabril - que "sobraram" e que pertencem à APS, ficam afastadas de competir, uma vez que não existem equipas inscritas para que  a APS organize a Taça APS.
Curiosamente, ou não, A. P. Alentejo resolveu rapidamente a situação do seu associado, HC Beja, permitiu que esta equipa se inscrevesse na TAÇA APL, a "nossa" associação - APS - voltou a dar um tiro no pé.
Já não nos bastava a grande confusão com o AZEITONENSE, temos que "levar" agora com mais esta situação insólita em toda a história do Hóquei em Patins Nacional.
Ser responsável pelo facto de 3 dezenas de atletas deixarem de competir, durante meia época não fácil de se compreender, muito menos de se entender.
Há pessoas que chegaram ás estruturas desportivas, caídas sabe-se lá de onde e, quando se apanham no "poleiro" a sua massa cinzenta entra em ebulição como se quisessem acompanhar a tempestade "Stephanie".
Dirigir (?) jovens não é para todos. Ser insolente e irresponsável, infelizmente, é para muitos.
Caso estes jovens fiquem parados, pensamos que estão reunidas as condições para estes 3 Clubes se organizarem, tomarem as rédeas do jogo e solicitarem uma Assembleia Geral para colocarem estes "prepotentes senhores" na RUA.
As associações são apenas aquilo que os seus associados - clubes - quiserem!
E a Federação de Patinagem de Portugal ? Não tem uma palavra sobre este assunto?

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

SUB-17 (JUVENIS): GD FABRIL, 2 X C. NAVAL S. 4



A equipa do Clube Naval Setubalense foi vencer ao Barreiro, a equipa do GD Fabril por 4 - 2, finalizando assim, a sua participação no Campeonato Regional da Associação de Patinagem de Setúbal / Alentejo / Algarve. 
Num jogo a "feijões" a equipa setubalense não deixou de lutar pela vitória, mesmo notando-se uma certa frustração pelo não apuramento para o Nacional da modalidade.


Aguardava-se com alguma expectativa esta deslocação da equipa setubalense ao Barreiro. Depois das 2 derrotas caseiras que a atiraram para fora dos nacionais. Era lógico perceber como seria a reacção dos jogadores, a essa adversidade. 

Quem esteve presente no Pavilhão do Fabril e assistiu à primeira parte da equipa navalista, deve ter pensado que a equipa "ultrapassou" bem o facto de não ter conseguido atingir o seu objectivo, tal foi a forma como iniciou este jogo. Trocando a bola por todos os seus jogadores, num carrocel constante e de uma forma rápida, rematando sempre que tinha oportunidade e defendendo em bloco, confundindo assim a equipa da casa que, raramente, criava uma oportunidade para rematar à baliza defendida pelo guarda-redes João César.

 Há semelhança de outros jogos a equipa setubalense pecou pela falta de eficácia, tantas foram as vezes que cara-a-cara com o guarda-redes local, não tiveram a "arte nem o engenho" para o bater.

Quando a 4,34" do intervalo, o jogador Kiko inaugurou o marcador, pensou-se que, finalmente, a equipa embalasse para uma vitória folgada, todavia nada disso voltou a acontecer. O intervalo chegaria com a vantagem mínima.

Na segunda parte as "coisas" foram mais na mesma e disso se aproveitou a equipa da casa para equilibrar a partida, mesmo sofrendo o segundo golo quando o relógio marcava 16,06". Golo obtido de um ressalto, depois de um remate de João Rosa, já dentro da área de baliza.

Mesmo jogando um hóquei descaracterizado, a equipa setubalense lá conseguia criar oportunidades, contudo a equipa da casa, dava mostras que de um momento para o outro poderia encurtar a distancia no marcador.

À passagem do minuto 9,48" Diogo Rafael com um remate bem colocado colocou o marcador em 3 a 0. Um resultado um pouco pesado para a equipa do Fabril.

Diogo Rafael que viria a ser sancionado com um cartão azul (15,25") e o respectivo livre directo que a equipa do fabril não aproveitou.

Pouco faltava para se jogar, contudo a equipa da casa nunca atirou a "toalha ao chão" e num último esforço conseguiu reduzir a desvantagem, através de um golo do seu jogador Daniel, que grande prenda de aniversário.

Tomás Marques a 1,29" para o termo da partida assustou a equipa setubalense a marcar o segundo golo da sua equipa, contudo ao fazerem a 10.ª falta quando faltavam 25" para o termo do encontro caiu por terra a hipótese de empate, uma vez que Kiko aproveitou da melhor forma o livre directo para fazer o resultado final
Arbitragem com dualidade de critérios. Demasiado rigoroso no cartão azul exibido ao jogador do Naval, até porque nos primeiros cinco minutos de jogo, "perdoou" dois cartões azuis a jogadores da casa.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

SUB-17 - NOTA DE REDACÇÃO



NOTA DE REDACÇÃO: Em nenhuma parte das crónicas se afirma ou se dá a entender que a "culpa do insucesso" é do treinador ou de alguém. Se há "culpas" é de todos, incluindo dos pais dos atletas que não os souberam "educar" para viverem em pressão. A vida, por si só, é vivida em pressão! É a pressão dos horários. É a pressão dos exames. É a pressão de ir para a cama cedo. É a pressão de não poder sair aos fins de semana com os amigos. É simplesmente...pressão!

No desporto nacional e no desporto mundial foram e serão tantos os bons atletas que nunca conseguiram atingir os seus objectivos, não por falta de valor, não por falta de oportunidade, não por falta de empenho, mas simplesmente, porque nunca conseguiram "conviver" bem com a pressão.
Como pai, como adepto da modalidade, como simpatizante do CNS, tenho orgulho nesta equipa, nestes jogadores, na sua estrutura técnica e administrativa que sem serem perfeitos, são, humanos, companheiros, formadores e, sobretudo, sérios.

Na vida todos temos que tomar opções e nem sempre as mesmas são bem aceites pelos "outros" ou pela sociedade. As criticas fazem parte do ser humano, Fazem parte da liberdade de expressão.
Mesmo sem terem conseguido atingir os seus objectivos - acesso ao Nacional - esta equipa  - (Equipa são todos e não só os jogadores) merece todo o nosso respeito e admiração.
 Quando se treina com convicção, humildade, força de vontade e gosto pelo que se faz... os frutos, podem demorar, mas um dia, vão aparecer.

PS: de prepósito não vou falar de inverdades. Sabemos que nem tudo o que parece na bancada é igual ao que se passa no campo, mas isso é igual em todos os "patamares" do desporto mundial.

FORÇA NAVAL !!!!

domingo, 26 de janeiro de 2014

Clube Naval Setubalense, 3 - Hóquei Clube Estremoz, 6

DO CÉU AO INFERNO EM 16 MINUTOS..!

Bastaram 16 mn para a equipa do Clube Naval Setubalense deixasse de sonhar, uma vez mais, com o apuramento para os Nacionais da modalidades.
Pelo 5.º ano, consecutivo, este lote de jogadores "morrem na praia", não se percebendo, muito bem o que lhes falta para atingirem os seus objectivos.

Não poderia começar da melhor forma, para a equipa do Naval, o jogo decisivo que opunha a equipa setubalense à equipa do Estremoz, uma vez que, bastante cedo, se adiantou no marcador com golos de Valter Piedade (3 mn) e João Franco (9 mn).
Tudo parecia simples. A equipa trocava bem a bola, impunha um ritmo agressivo e defendia em bloco, não dando quaisquer hipóteses à equipa alentejana que nos pareceu surpreendida pelo hóquei praticado pelo seu adversário.
Todavia, e há semelhança de outros jogos, a equipa setubalense, não conseguiu manter esta forma de jogar durante muito tempo, começou a abusar das jogadas individuais, sobretudo o seu jogador Kiko, deixando de funcionar em bloco e perdendo várias oportunidades de golo, em jogadas de dois para um.
Disto se aproveitou a equipa do Estremoz que soube esperar. Nunca se desorientou e lentamente foi tomando conta do jogo.
Quando aos 16 mn de jogo o seu capitão Filipe Carrapeta, aproveitou da melhor forma uma perda de bola por parte da equipa do Naval, reduzindo a desvantagem, pairou no ar a sensação que "a história ia repetir-se", ou seja: a equipa setubalense iria "morrer na praia" mais uma vez.
O sonho estava ali tão perto, contudo ainda faltavam 24 mn. Muito tempo em Hóquei em Patins.
No pavilhão, esperava-se, ansiosamente, pelo intervalo, contudo aquilo que mais se temia acabou por acontecer, o Estremoz voltou a marcar, empatando assim a partida, quando faltavam apenas 1 minuto e meio para o descanso.
As equipas saíram para o descanso empatadas a duas bolas. Resultado que servia os objectivos das duas formações, bastava ganhar o ultimo jogo, teoricamente, com equipas mais fracas.
Mais que a "afinação" da táctica para a segunda parte, pedia-se à equipa setubalense um reforço psicológico e mostrar a todos os seus jogadores que mais importante que marcar golos era não sofre-los, era ter paciência, era ter a noção que estavam a jogar um apuramento e que o resultado, até então, jogava, ainda, a seu favor.
Mas nada disto aconteceu, a equipa voltou do descanso ainda mais nervosa, cometendo erros defensivos primários e voltando a "cair" nas jogadas individuais, com remates de meia distância quando ao lado tinham um colega mais bem posicionado para obter o êxito tão desejado.
Disto se aproveitou a equipa alentejana que calmamente fez o seu terceiro golo, quando estavam decorridos 3 mn e meio da segunda parte, voltando a aumentar a vantagem 2 mn depois.
Tudo parecia perdido para a equipa do Naval, até porque a equipa não se encontrava e, sempre que criava alguma oportunidade de golo ou os seus jogadores falhavam ou o guarda-redes adversário dizia "presente".
Num ultimo esforço, a equipa setubalense ainda viria a reduzir a desvantagem para 3 - 4, através de um remate à entrada da área, do seu jogador Valter Piedade (6,28"), A esperança voltou ao Pavilhão do Naval, tanto mais que ainda faltavam muito tempo para se jogar.
O cansaço físico e psicológico era notório nos jogadores setubalenses, contudo, honra lhes seja feita, nunca viraram a "cara à luta" e quando aos 10 mn da segunda parte o seu jogador Diogo Rafael foi derrubado dentro da área e o árbitro mandou marcar um livre directo, pediu-se que, finalmente, a equipa voltasse a acreditar.
Kiko foi o escolhido para bater o livre directo, contudo não conseguiu bater o guarda-redes alentejano, rematando forte mas à figura do n.º 1 de Estremoz.
Este lance "acordou" a equipa da casa, que em apenas 1 mn criou 2 grandes oportunidades de golo. Diogo Rafael aos 8,58" e 8,10" teve no stick duas oportunidades soberbas de empatar a partida, contudo faltou-lhe a frieza necessária para desfeitear o guarda redes, que nesta altura mostrava porque era um dos melhores jogadores em campo.
A 1,30" do termo da partida, o inconformado  Valter Piedade, voltou a aproveitar a sua meia distância e enviou a bola ao ferro, quando todo o pavilhão gritava golo. 
A partir deste lance  Hilário Tomás mandou avançar dois dos seus jogadores para a área contrária. Era o tudo o nada da equipa setubalense.
E foi, sem dúvida, o nada, uma vez que a equipa alentejana aproveitou da melhor forma esta descaracterização da equipa do Naval, voltando a marcar por mais 2 vezes (19,30" e 19,43"), Fazendo assim o resultado final.
Arbitragem com pequenos erros mas que em nada influenciou o resultado do jogo.

domingo, 19 de janeiro de 2014

SUB-17 (JUVENIS): NAVAL SETUBALENSE perde em casa com HC VASCO GAMA SINES

A equipa do Clube Naval Setubalense não conseguiu "carimbar", já hoje, o passaporte para os nacionais, ao perder em casa com a equipa do HC Vasco da Gama Sines por 2 - 5.

E a história repete-se !
Não é fácil a este lote de jogadores, jogarem ao seu melhor nível nos momentos cruciais de um apuramento para os nacionais.
Tem sido assim desde o escalão de Infantis e, hoje, mais do que nunca, voltou a acontecer.
Não se compreende, até porque hoje a vitória era importante mas não era o "tudo ou nada", já que os setubalense, mesmo perdendo, como veio a acontecer, continuam a manter vantagem sobre o seu adversário de hoje, como tal, a "pressão" estava do lado do Vasco da Gama.
Iniciando o jogo "sobre brasas", os hoquistas setubalenses pareciam adormecidos. O seu ataque não passava de meras tentativas de rematar de meia distância, quando se justificava a troca constante de bola, até porque o tempo jogava a seu favor.
Por sua vez, a defender, faziam-no de uma forma pacifica e algumas vezes atabalhoada, recuando demasiado as suas linhas e desistindo, facilmente, das segundas bolas.
Quando aos 7 mn de jogo Iago Torres, fez o primeiro golo do encontro, pensámos que a "campainha" ía tocar na cabeça dos jovens setubalense contudo, nem assim a apatia desapareceu.
O tempo ia passando e a equipa do Naval não conseguia "encaixar" na equipa alentejana, que com um hóquei lento e muito paciente, retirava qualquer iniciativa ao adversário.
Numa recuperação de bola, à entrada o meio campo navalista, o seu jogador Kiko acabaria por fazer o empate, com um remate forte e bem colocado, não dando qualquer hipótese ao guarda-redes alentejano.
Dois minutos depois, Hilário Tomás mexe, pela primeira vez, na equipa. Faz descansar João Rosa e lança o jovem Diogo Rafael no jogo.
Contrariamente, a jogos anteriores esta substituição não veio mudar muito o cariz do jogo, apenas lhe deu mais velocidade, devido a irreverência do jovem jogador setubalense, por isso chegamos ao intervalo com o resultado 1 - 1.
A segunda parte não poderia começar melhor para a equipa de Sines, já que, só precisaram de 31 segundo para voltarem a ganhar vantagem.
O Naval não acusou este golo, tanto mais que voltou a empatar, novamente, a partida, no minuto seguinte.
O jogo entrava numa toada de "parada e resposta", com a equipa da casa a ser mais perigosa, criando algumas situações de golo iminente, contudo sem conseguirem desfeitear o guarda-redes adversário.
Faltavam 11 mn para o termo da partida quando o árbitro do encontro castiga a equipa de Sines com um livre directo, fruto de uma entrada à margem da leis do seu jogador Iago Torres, vendo este o respectivo cartão azul, respirou-se de alívio no pavilhão. Finalmente a equipa da casa, desfrutava de uma boa oportunidade de passar para a frente do marcador, contudo João Franco, acabaria por não conseguir colocar a bola no fundo das redes.
E quem não marca, sofre...o Vasco da Gama, acabaria por aproveitar da melhor forma a marcação de uma grande penalidade assinalada pelo árbitro, a castigar, uma pretensa falta de Valter Piedade.
Por incrível que pareça, a equipa setubalense acusou demasiado este golo, não só psicologicamente como fisicamente e deste facto aproveitou a equipa alentejana para fazer mais um golo.
Até ao final, ainda houve tempo para o jogador Kiko ser admoestado com o cartão azul e o Vasco da Gama fazer o resultado final, na marcação do respectivo livre-directo.
Quando assim é... há que dar os parabéns aos vencedores e cumprimentar os vencidos.
Boa arbitragem do recente internacional Ferrão.